Hanseníase

A hanseníase é popularmente conhecida como lepra, uma doença infecciosa mas que tem cura, causada pela bactéria Mycobacterium leprae.  Apesar de curável, o diagnóstico tardio pode causar danos irreversíveis à pele e nervos, por isso a importância do autoexame e do diagnóstico precoce.

A hanseníase pode ser classificada em:

  • Paucibacilar: de 1 a 5 lesões de pele, baixa carga de bacilos;
  • Multibacilar, mais de 5 lesões de pele, alta carga de bacilos.

Sua transmissão se dá pela eliminação de bacilos por meio das vias respiratórias de pessoas doentes com a forma infectante da doença, podendo contaminar outras pessoas. O bacilo de Hansen pode infectar muitas pessoas mas poucas adoecem, pois a maioria tem capacidade de defesa do organismo contra o bacilo.

A hanseníase não é transmitida por contato com lesões da pele; compartilhamento de copos, pratos e talheres; assentos como cadeiras e bancos; apertos de mão, abraços e beijos; picadas de insetos; relações sexuais; aleitamento materno; doação de sangue; e herança genética ou congênita.

Ela afeta, principalmente, a pele e nervos, mas pode atingir outros órgãos. Sua primeira manifestação consiste no aparecimento de manchas dormentes, de cor avermelhada ou esbranquiçada, em qualquer região do corpo. Placas, caroços, inchaço, fraqueza muscular e dor nas articulações podem ser outros sintomas.

 

O diagnóstico da hanseníase é clínico, baseado nos sinais e sintomas detectados no exame de toda a pele, olhos, palpação dos nervos, avaliação da sensibilidade superficial e da força muscular dos membros superiores e inferiores. Em alguns casos, será necessário solicitar exames complementares para confirmação  diagnóstica, como biópsia de pele e baciloscopia.

O que pode indicar a suspeita de hanseníase?

  • Manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo, com perda ou alteração de sensibilidade;
  • Área de pele seca e com falta de suor;
  • Área da pele com queda de pelos, especialmente nas sobrancelhas;
  • Área da pele com perda ou ausência de sensibilidade;
  • Sensação de formigamento ou diminuição da sensibilidade ao calor, à dor e ao tato. A pessoa se queima ou machuca sem perceber;
  • Dor e sensação de choque, fisgadas e agulhadas ao longo dos nervos dos braços e das pernas, inchaço de mãos e pés;
  • Diminuição da força dos músculos das mãos, pés e face;
  • Úlceras de pernas e pés;
  • Nódulos (caroços) no corpo, em alguns casos avermelhados e dolorosos;
  • Febre, edemas e dor nas juntas;
  • Entupimento, sangramento, ferida e ressecamento do nariz e olhos.

O tratamento é ambulatorial, gratuito e disponível nas unidades públicas de saúde, com administração de uma associação de medicamentos, a poliquimioterapia (PQT/OMS).

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